JOSÉ DE ALENCAR

Bom dia pessoal!! Nesse post gostaria de escrever sobre José de Alencar, autor de um dos meus livros prediletos e que me proporcionaram entrar nesse universo da leitura! Para que a pesquisa seja satisfatória, pretendo utilizar diversas fontes que serão citadas no final do post. Conhecer um pouco da história de vida desse grande autor é muito gratificante e espero que também se sintam próxima a ele como me sinto. Vamos lá!

José de Alencar nasceu em Mecejana, próximo de Fortaleza Ceará no dia 1 de maio de 1829. Filho de José Martiniano de Alencar, senador do império, e de Ana Josefina o jovem foi influenciado pelos ideais políticos do pai, senador, assim como o irmão, diplomata. Formado em direito, o escritor atuou como advogado, jornalista, dramaturgo e até como político. Criou a revista “Ensaios Literários” no período em que estudava na Faculdade de Direito de São Paulo, de 1846 a 1850.

Em 1847 escreve seu primeiro romance “Os Contrabandistas”. Em 1850 conclui o curso de Direito. Pouco exerceu a profissão. Ingressou no Correio Mercantil em 1854. Na seção “Ao Correr da Pena” escreve os acontecimentos sociais, as estreias de peças teatrais, os novos livros e as questões políticas. Em 1856 passa a ser o redator chefe do Diário do Rio de Janeiro, a primeira obra, “Cinco Minutos”, foi lançada em 1856.  Em 1 de janeiro de 1857 publica o romance “O Guarani”, em forma de folhetim, alcançando enorme sucesso, e logo é editado em livro. A segunda, “A Viuvinha”, foi publicado no ano seguinte. “O Guarani”, obra mais famosa de José de Alencar, data do mesmo ano. A primeira edição foi em jornais, a versão em livro veio só depois.

A vida política começou em 1860, quando Alencar foi deputado estadual no Ceará. O autor pertencia ao Partido Conservador. Já em 1868, assumiu o posto de Ministro da Justiça. Por não conseguir seguir os passos do pai no senado, passou a investir na literatura, deixando a política de lado.

Nas suas obras, Alencar demonstra uma preocupação com a cultura nacional. Buscando retratar o Brasil através de diferentes temáticas: indianistas, regionalistas, históricas e urbanas. Nas narrativas urbanas, costuma fazer críticas à sociedade da época, em especial à desigualdade social, um exemplo pode ser visto no livro “Senhora” . As obras indianistas apresentam o índio de forma idealizada. Nas histórias de Alencar, o branco é tido como o vilão e o índio como homem bom e puro. “Iracema”, de 1865, e “Ubirajara”, de 1874, continuam a temática indianista iniciada em “O Guarani”.

Fatos marcantes da história também foram temas na escrita do autor, que tratou da colonização e da exploração do ouro, por exemplo. Nas histórias regionalistas, Alencar fala dos costumes do campo e da cultura mais natural, longe dos centros urbanos. O interior de São Paulo, os pampas gaúchos e o sertão do nordeste foram retratados nos romances. Essas obras são inspiradas por uma memória da infância, quando o jovem autor viajou pelo interior do nordeste.

José de Alencar é tradicionalmente classificado como um escritor do romantismo, mais especificamente da primeira fase do movimento literário. Mas suas obras chegam a apresentar características do movimento seguinte, o realismo. As obras de autor pode ser indianistas, históricas ou urbanas. A literatura brasileira foi baseada por um longo período na literatura portuguesa, dos colonizadores. José de Alencar buscou, através de seus escritos, ressaltar uma linguagem mais nacional. Foi muito criticado pela atitude, mas a inovação ajudou a estabelecer um estilo literário com características brasileiras.

Famoso, a ponto de ser aclamado por Machado de Assis como “o chefe da literatura nacional”, José de Alencar morreu aos 48 anos no Rio de Janeiro vítima da tuberculose, em 12 de dezembro de 1877, deixando seis filhos, inclusive Mário de Alencar, que seguiria a carreira de letras do pai.

Suas obras:

Cinco Minutos, romance, 1856;
Cartas Sobre a Confederação dos Tamoios, crítica, 1856;
O Guarani, romance, 1857;
Verso e Reverso, teatro, 1857;
A Viuvinha, romance, 1860;
Lucíola, romance, 1862;
As Minas de Prata, romance, 1862-1864-1865;
Diva, romance, 1864;
Iracema, romance, 1865;
Cartas de Erasmo, crítica, 1865;
O Juízo de Deus, crítica, 1867;
O Gaúcho, romance, 1870;
A Pata da Gazela, romance, 1870;
O Tronco do Ipê, romance, 1871;
Sonhos d’Ouro, romance, 1872;
Til, romance, 1872;
Alfarrábios, romance, 1873;
A Guerra dos Mascate, romance, 1873-1874;
Ao Correr da Pena, crônica, 1874;
Senhora, romance, 1875;
O Sertanejo, romance, 1875.

Bem pessoal, um pouco desse grande escritor estão nessas linhas…sua história é rica em conhecimento e é um prazer descrevê-lo! os sites que me forneceram essas informações são: http://educacao.globo.com/literatura/assunto/autores/jose-de-alencar.html; e o  http://www.e-biografias.net/jose_alencar/. Esperam que tenham gostado!! Até mais!

Anúncios

2 comentários sobre “JOSÉ DE ALENCAR

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s