Orlando – Virginia Woolf

Conheci a escrita dessa grande mulher esse ano e suas palavras e seu modo de escrever me fascinaram e a fizeram ser uma das minhas escritoras prediletas. A forma como ela narra, como usa as palavras trazendo sentidos ambíguos é surpreendente.

Orlando foi meu segundo livro. Foi escolhido devido a um desafio literário do canal ler antes de morrer. Com 234 páginas não é uma leitura fácil, demanda concentração. Muitas vezes tive que retornar a leitura para entender alguns monólogos e questionamentos  internos do autor e de Orlando. O livro apresenta grandes discussões, demasiada elasticidade do tempo e muita literatura. Virgínia utiliza de questões da sua vida nos personagens, denotando sentimentos vividos na sua vida no enredo das histórias que escreve. Nesse livro, Orlando convive com seus vários “eus” que envolve sua mudança de gênero.

A história, a arte e a poesia estão presentes em cada parágrafo. O carvalho, árvore de gerações presente na vida de Orlando vira inspiração para sua obra poética. São gerações de mudanças em busca do encontro consigo mesmo até a descoberta de que somos formados por muitos eus e que cada um pensa e age de uma forma, mas sem perder a essência original.

Antes de ler o livro, pesquise um pouco sobre a autora e sua vida, pois irá perceber no enredo de seus livros, de forma subliminar, aspectos de sua vida, tanto com respeito a sociedade que vivia, como sua luta contra a depressão, perdas e o amor á literatura. Orlando não é fácil de se entender, mas vá de mente aberta e tente encontrar um sentido para essa grande história!

8 comentários sobre “Orlando – Virginia Woolf

  1. apseudocritica disse:

    Ler Virginia Woolf sempre foi um grande desafio para mim. Realmente, acho que requer preparo e uma breve pesquisa sobre a autora e seu jeito único de escrever. Apesar das dificuldades, não pretendo desistir dos livros dela. Inclusive, quero muito ler Um Teto Todo Seu. Orlando também está na minha lista, mas me parece ser ainda mais complexo…

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      • eliesereborba disse:

        Realmente, é algo indescritível. Da mesma forma que, conheci Carolina Maria de Jesus numa livraria em Oxford, ao ver o “Quarto de Despejo”, traduzido em inglês. Fiquei pensando “como pode eu nuncar ter ouvido falar dessa mulher no Brasil?” E hoje, ela é uma das minhas maiores referências como escritor. E aproveito o espaço, para dizer que, meu primeiro romance, o “BARATA, O ALIMENTO”, estará no Festival Cultural do Brasil em Vienna, no fim deste ano! Meu abraço mais fraterno à todos e um SALVE à literatura brasileira independente 🙂

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      • Ler é um vício!! disse:

        O quarto de despejo é uma das minhas próximas leituras! Muito bom saber que suas palavras estão pelo mundo e que vc teve o prazer de vê-la em outros solos! Realmenre temos que dar a devida importância à literatura brasileira! Obrigada pelas palavras! Elas me deram mais vontade de conhecer nissis ricos escritores!

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      • eliesereborba disse:

        Não precisa agradecer. Apenas use o alcançe que tens em seu blog e outras mídias para propagar a literatura, principalmente, a literatura brasileira. Temos que nos apoiar como artistas, escritores ou não, e amantes dos livros que somos. Me siga no Isntagram (caso tenhas) que lhe sigo devolta (@eeborba). Abraço!

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